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domingo, 13 de janeiro de 2013

O RATO E O REI LEÃO

                                                    O RATO E O REI  LEÃO

 Havia um leão, rei de todos os animais, que depois das suas caçadas costumava dormir à sombra de uma bela árvore. Perto dali estava a toca de um grupo de ratinhos. Eles sempre esperavam o leão dormir e então saiam para brincar entre as folhas caídas pelo chão. 
Um dia, quando o leão estava dormindo, os ratinhos saíram todos despreocupados e começarm suas brincadeiras. De repente o chefe dos ratinhos caiu sobre a cabeça do leão que logo despertou. Apavorado disse-lhe o rato: - desculpe-me majestade, não me devore e prometo que nunca mais brincaremos aqui. 
- Ora! - respondeu-lhe o leão - Imagine se vou comer um mísero rato como você, só como carne de primeira. Você só merece o meu desprezo e, portanto, não vou nem perder meu tempo. 
Vários dias se passaram até que  numa certa noite, extremamente escura, o leão, durante suas andanças pela floresta, caiu numa armadilha de caçadores. Ficou todo amarrado por cordas muito fortes. 

Por mais que se debatesse, não conseguia livrar-se da rede. 
Todos os bichos da floresta fugiram apavorados. Nenhum se atreveu a ver o que estava acontecendo com o leão, muito menos socorrê-lo. 
Perto dali estavam os ratos que ouviram aquele barulhão e, curiosos como são, foram ver o que estava acontecendo. Ao chegarem perto do leão viram que ele já estava muito cansado e esperando pelo pior destino. 
 - Pelo que vejo, disse-lhe então o rato, vossa majestade caiu numa rede de caçadores e não consegue escapar. Mas não precisa se preocupar que tudo farei para libertá-lo. Chamou seus companheiros e ordenou-lhes: - vamos roer depressa as malhas desta rede, antes que os caçadores cheguem! 
Então todos puseram-se a trabalhar febrilmente. Em poucos instantes arrebentaram toda a rede e soltaram o rei dos animais daquela armadilha. 
O leão ficou muito grato e teve uma grande lição de solidariedade.

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Moral da história: 
Nunca  devemos desprezar alguém, por mais humilde que seja. A vida dá muitas voltas e talvez um dia venhamos a precisar exatamente da sua ajuda. 
Nicéas Romeo Zanchett
http://gotasdeculturauniversal.blogspot.com.br
 
 

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

A LIGA DOS ANIMAIS


                      A LIGA DOS ANIMAIS
A onça chamou e reuniu todos os animais da selva e fez uma proposta:
- Que tal se nos uníssemos e fundássemos a LIGA DOS ANIMAIS? Tudo o que caçarmos de hoje em diante será dividido entre todos. Desta forma nunca nos faltará alimento.
Todos aplaudiram a ideia. Afinal, a onça era a melhor caçadora que havia na região. Certamente, pensaram eles, todos nós sairemos lucrando.
No final da tarde a raposa apareceu com um gambá que havia caçado.
Eis aqui a minha contribuição para nossa liga. Vamos dividir em partes iguais.
A onça adiantou-se: 
A primeira parte é minha porque fui eu que dei a ideia e sou a mais velha.
Sem discutir, todos concordaram. Mas ela não parou por ai.
- A segunda parte também é minha porque sou a mais forte e preciso manter-me bem alimentada.
Os animais presentes acharam aquilo esquisito, mas vá lá.
E continuou a onça:
A terceira parte também é minha porque sou a mais valente.
Inconformada com a divisão injusta, a raposa tomou a palavra e disse:
- Calma lá, essa quarta parte é nossa, afinal fui eu que cacei o gambá.
- Ah... e? - disse a onça arreganhando os dentes - pois venham pegá-lo se puderem.
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Moral da história:
Quando alguém propõe igualdade para todos, desconfie. Quem estiver no poder sempre ficará com a maior parcela.
Isso acontece muito na política. Quando querem se eleger prometem tudo e depois esquecem as promessas.
Nicéas Romeo Zanchett
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A MULA, O VELHO E O MENINO

                           A MULA O VELHO E O MENINO
Um velho e um menino foram vender uma mula na cidade. Iam os dois a pé pela estrada, puxando o animal  pelo cabresto, quando por eles passou uma senhora que achou aquilo um absurdo:
- Essa é boa! um velho dessa idade andando a pé e a mula folgadona sem peso algum.
Percebendo que a senhora estava com razão, o velho resolveu subir no lombo do animal e continuou a viagem .
Mais adiante passou por um jovem que comentou:
Que absurdo! Um homem forte e pesado como o senhor montado na mula e o pequeno garoto andando a pé. 
O velho, pensando melhor, decidiu descer e dar a montaria para o menino. Ele continuou a viagem a pé e o garoto no lombo da mula. 
No caminho encontraram duas mulheres que logo comentaram: 
- Essa mula é muito forte, bem que poderia levar o velho e o menino. 
O velho então resolveu seguir o conselho delas  e subiu na mula junto com o menino. 

Iam andando e deram de encontro com dois padres que, em reprovação, fizeram o sinal da cruz e disseram:
- Esses dois irresponsáveis estão querendo matar a pobre mula. Eles é que deveriam carregá-la.
E assim entraram na cidade.
O velho e o menina carregando a mula. Por onde passavam, todo mundo ria.
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Moral da história:
Quem quer agradar a todos acaba não agradando ninguém.
Nicéas Romeo Zanchett
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A RAPOSA E O QUEIJO

                        A RAPOSA E O QUEIJO
Os corvos sempre tiveram fama de serem péssimos cantores. Ninguém gosta de ouvi-los.
Certo dia, a raposa estava passando embaixo de uma árvore  quando viu lá em cima um corvo empoleirado num galho.  Tinha na boca um grande pedaço de queijo. Logo a esperta raposa teve uma ideia para tomar-lhe o petisco:
- Amigo corvo, sabe que não existe nenhuma outra ave que cante melhor que você? Elas não pedem para você catar por inveja.
O corvo ficou orgulhoso com o elogio. Finalmente alguém reconhecia seu talento de cantor.
E continuou a raposa: 
- Será que daria para você deliciar-me com uma de suas melodias?
Orgulhoso e de peito estufado, o corvo abriu o bico e se pôs a cantar. Nem percebeu que derrubou o queijo perto da raposa que o pegou e saiu correndo para saboreá-lo.
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Moral da história: Não se deve acreditar em elogio de inimigo.
Niicéas Romeo Zanchett
http://asfabulasdepilpay.blogspot.com.br

domingo, 23 de dezembro de 2012

AS DUAS CACHORRAS

                                AS DUAS CACHORRAS
Numa casa havia duas cachorras. Uma falsa e mentirosa, a outra, sincera e de muito bom coração.  Um dia a falsa foi pedir ajuda à amiga e companheira de moradia.
- Comadre, meus filhos estão pra nascer. Será que você me cederia um cantinho da sua casa para que eu possa tê-los em segurança?
Comovida, a pachorra generosa permitiu que a outra se instalasse.
-Como minha casa não é grande, você fica sozinha com ela e eu me ajeito por aí até que seus filhos nasçam.
- Obrigada, minha amiga -agradeceu falsamente comovida  a falsa.
A dona da casa dormiu três dias na rua. No quarto dia, ela voltou.
- Agora que seus filhos nasceram, eu quero minha casa de volta.
-Oh, mas veja como eles estão fraquinhos. Deixe-me ficar mais uma semana.
- Está bem, mas só mais uma semana.
Decorrido o prazo, lá veio outra desculpa esfarrapada:
- Meus filhos ainda estão muito pequenos, dê-me mais um mês. E cada vez que a cachorra boa voltava, a malandra pedia mais tempo até que um dia, quando voltou a pedir que devolvesse sua casa, deu de cara com sete cães enormes que lhe arreganharam os dentes. Eram os filhotes da cachorra má que já haviam crescido.
- Você quer sua casa? Pois venha tomá-la.
E pularam no pescoço da cachorra boa, sangrando-lhe até a morte.
MORAL DA HISTÓRIA
Expulsa o mal da tua casa e da tua vida antes que ele se fortaleça.
Nicéas Romeo Zanchett
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sábado, 29 de setembro de 2012

A CIGARRA QUE QUERIA TRABALHAR

                                           A CIGARRA QUE QUERIA TRABALHAR
                     Ela cresceu ouvindo dizer que sua mãe era preguiçosa porque passava os dias cantando, sem se preocupar com o futuro. Ao chegar à adolescência resolveu que sua vida seria diferente, pois, tal como a formiga, iria trabalhar.
                      Foi até o formigueiro falar com a rainha das formigas para pedir orientação. Lá chegando foi muito bem recebida pela rainha que lhe perguntou por que tanta preocupação. Ela então explicou que queria arranjar um bom trabalho que lhe garantisse um futuro confortável. 
                     A rainha então lhe perguntou: 
                     - Mas você não sabe cantar?
                     - Sei sim, respondeu-lhe a cigarra, dizem até que minha voz é muito linda. Mas tenho medo de, no futuro, não ter alimentos e um bom abrigo para as noites de frio. 
                      Disse-lhe então a rainha:
                      - Antes de morrer, sua mãe alegrava nossas tardes de verão cantando sem parar. Como sabe, estamos sempre trabalhando. As canções de sua mãe eram tão lindas que conseguiam aliviar nosso cansaço. Depois que ela nos deixou naquele inverno frio, a floresta ficou muito triste. Precisamos que alguém a substitua. Como sua mãe, você também nasceu para cantar.  Façamos o seguinte: venha cantar aqui perto do nosso formigueiro e nos lhe daremos abrigo e comida. Seu canto também é um trabalho tão digno quanto o nosso. 

E assim a cigarra, muito feliz e realizada, passou a cantar enquanto as formiguinhas faziam seu trabalho na agricultura. 
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Moral da história: Todo o trabalho é digno. O importante é fazer o que se gosta. Assim sendo, o trabalho se transforma num grande prazer.
Nicéas Romeo Zanchett

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

OS ANIMAIS E A PESTE

                     OS ANIMAIS E A PESTE
A situação era desesperadora. Surgiu uma peste que estava matando todos os animais da floresta. Para encontrar uma solução eles resolveram fazer uma assembleia extraordinária. 
O primeiro a falar foi o rei leão que disse: - Os deuses estão revoltados conosco. Um de nós deverá ser sacrificado para aplacar sua ira.  Como sou o mais forte e já fiz muitas vítimas para me alimentar, me ofereço para morrer por todos.
A plateia protestou:
- Nada disso. Vossa majestade não deve morrer por nós.
- Então morro eu - disse o tigre-, que também já matei tantos animais quanto há estrelas no céu.
- Não - protestou a plateia -, um tigre tão valente como o senhor não pode morrer por nós.
Diante disso o urso também se ofereceu: - Já vivi bastante, sou o mais velho de todos e não farei falta a ninguém.
- Jamais permitiremos isso! Um urso com sua idade e sua força não pode morrer por nós.
Foi então que um burro que estava no canto da sala pediu a palavra: Acho que quem deve morrer por vocês sou eu que comi a couve do quintal do padre.
E a plateia bradou a uma só voz: - Perfeitamente! é você que deve morrer.
Dessa forma o burro morreu por todos para acalmar os ânimos dos deuses e trazer de volta a tranquilidade para os habitantes da floresta.
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Moral da história: Aos poderosos tudo se desculpa, aos miseráveis nada se perdoa.
Nicéas Romeo Zanchett
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OS BURROS E AS CARGAS DE SAL E ESPONJAS

         OS BURROS E AS CARGAS DE SAL E ESPONJAS
Um velho fazendeiro chamou seus dois burros para transportar duas cargas importantes.
- Tenho aqui um saco de sal e cinco sacos de esponjas para serem levados até a cidade. Cada um deve pegar uma das cargas e pôr-se a caminho.
O primeiro burro, que se considerava o mais esperto, logo apoderou-se da carga de esponjas dizendo: - Eu leva esta carga que é cinco vezes maior que a outra.
O segundo burro pegou a carga de sal que lhe sobrara e foi estrada a fora amaldiçoando seu companheiro cuja carga era infinitamente mais leve.
Depois de muito caminharem chegaram às margens de um rio que deveriam atravessar. Entraram na água e ao saírem na outra margem do rio o sal havia derretido, mas as esponjas ficaram encharcadas e extremamente pesadas.

Moral da história: Muitas pessoas, que se consideram espertas, acabam sendo vítimas de suas próprias artimanhas.
Nicéas Romeo Zanchett
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A TARTARUGA E A LEBRE

                 A TARTARUGA E A LEBRE
Num certo dia a tartaruga desafiou a lebre para uma corrida, mas as suas amigas riram dela dizendo: - pobrezinha, é mesmo muito ingênua!
Sua amiga mais íntima veio lhe aconselhar.  - Você está maluca? Apostar corrida com o bicho mais veloz da mata? Vai perder feio e passar vergonha!
Mas a tartaruga não se deixou intimidar.
- Deixe estar, deixe estar.
No dia marcado, a lebre e a tartaruga, após se aquecerem, se posicionaram para a corrida. O macaco deu o tiro de largada. Sob aplausos das torcidas, começou a corrida de século. Em menos de um minuto a lebre já havia ganhado tanta distância da tartaruga que resolveu tirar uma soneca.
- Aquela tartaruga tola vai demorar uma vida inteira para chegar até aqui. Vou aproveitar para descansar. Deitou-se à sombra de uma árvore e adormeceu profundamente.
A tartaruga veio caminhando lenta e silenciosamente passando por ela sem que a mesma percebesse. Quando a lebre acordou ficou sabendo que a tartaruga tinha vencido a corrida. Ficou inconformada, mas teve de aceitar a realidade.
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Moral da história: Nem sempre os mais velozes chegam primeiro.
Nicéas Romeo Zanchett
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sexta-feira, 15 de abril de 2011

O GALO E A PÉROLA


O GALO E A PÉROLA
Galo de linda plumagem
Num monturo esgravatava,
As migalhas e os bichinhos
Comendo, quando os achava.
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Por acaso dentre as unhas
Linda Pérola lhe salta,
E ao vê-la, diz pronto o galo,
A quem juizo não lhe falta:
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"Por que vens, ó fina pedra,
A meus olhos te mostrar,
Se lapidário não sou,
Que te possa aproveitar?
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Quando no cisco escravato,
Vens-me ofender com teu brilho?
Mas me serviria se fosses
neste instante um grão de milho!
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Isto dizendo, foi prestes,
Outro sítio procurar,
A linda pedra deixando
Sem nela querer tocar.
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Pesquisa e postagem
Nicéas Romeo Zanchett
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sábado, 15 de janeiro de 2011

A RAPOSA SEM RABO


Havia uma raposa que costumava andar distraída pela mata. Num belo dia de suas andanças, caiu numa armadilha. Conseguiu escapar a tempo, mas perdeu o rabo. Sentia vergonha e então pensou num jeito de disfarçar o vexame de ser a única raposa sem rabo do mundo. Teve uma ideia: Convocou todas as raposas do mato para uma reunião.
- Amigas, estive pensando que trazemos esse longo rabo sem nenhuma serventia. Além disso ele nos atrapalha nas corridas. É um pedaço de carne balançando pra lá e pra cá que só enfeia nosso belo corpinho. Sugiro que todas arranquemos logo esse lobo inútil.
- Você está certa, companheira - falou a mais velha. - Nosso rabo, além de inútil, é muito feio e só atrapalha. Devemos cortá-lo imediatamente. Já que a ideia foi sua, que seja a primeira a cortá-lo. Vire-se para que possamos realizar a operação.
Desenxabida, a raposa não teve outra saída a não ser virar-se de costas e mostrar traseiro cotó para as outras, que foram embora às gargalhadas.
Moral da história: Os espertos demais costumam se atrapalhar e só dão conselhos pesando em si próprios.
Nicéas Romeo Zanchett
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A GALINHA DOS OVOS DE OURO


A GALINHA DOS OVOS DE OURO
Um certo casal foi a uma granja e comprou uma galinha. Aparentemente era uma galinha como outra qualquer. Tinha bico, penas, pés e um jeito de bobalhona.
Na manhã seguinte, quando a mulher foi ao galinheiro para recolher os ovos, levou um susto enorme. Em frente aos seus olhos, no meio do ninho, havia um ovo muito diferente, era um ovo de ouro!
A mulher pegou o ovo com a mão direita, cheirou-o, lambeu-o, examinou-o detalhadamente e não teve mais duvida, era mesmo um ovo de ouro verdadeiro.
Saiu correndo e foi acordar o marido para contar-lhe a novidade.
- Querido, acorde. Olhe o que eu encontrei no ninho da galinha que compramos ontem.
O marido acordou, olhou o ovo dourado, pegou, mediu, lambeu, pesou e, finalmente, soltou um grito:
- Mulher, isso é ouro puro! Estamos ricos!
Diante do fato, a mulher foi logo dizendo:
- Se estamos ricos com um único ovo, imagine como ficaremos com o resto de ovos que essa galinha traz na barriga. Vamos logo abrir seu corpo para pegarmos logo essa fortuna.
O marido, cego de ambição, não perdeu tempo. Correu até a cozinha, pegou uma faca e decepou a cabeça da galinha.
Ao abrir o corpo, qual não foi sua decepção, dentro dela só havia o que há dentro de todas as galinhas: tripas, coração, moela, rins e sangue.
O ovo de ouro foi logo gasto e os dois continuaram pobres e passaram o resto da vida se acusando:
- Continuamos pobres por sua culpa.
- Não, a culpa é sua que não teve paciência.
- Minha não, foi sua.
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Moral da história: O excesso de ambição, leva à precipitação e, quem tudo quer tudo perde.
Nicéas Romeo Zanchett
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O LOBO E A OVELHA


O LOBO E A OVELHA
Uma ovelha estava bebendo água no rio quando o lobo apareceu. De dentes à mostra ele pôs-se a berrar:
- Sua ovelha porcalhona, vou devorá-la por sujar a água que estou bebendo.
- Como posso sujar sua água se estou mais abaixo que o senhor?
- OK - disse o lobo, tratando de achar outra justificativa - então vou devorá-la porque soube que no ano passado você me xingou.
- Como posso tê-lo xingado se no ano passado eu nem tinha nascido? Tenho apenas seis meses.
- Se não foi você, foi seu irmão.
- Como pode ser meu irmão se sou filha única?
O lobo impaciente, vendo que a conversa já ia longe demais pro seu gosto, berrou furioso:
- Se não foi você, foi seu pai, ou sua mãe, ou seu avô, ou alguém da sua família e, NHAC, devorou a ovelha num bocado.
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MORAL DA HISTÓRIA. Quando as intenções não são boas, não há argumentos convincentes.
Nicéas Romeo Zanchett
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quinta-feira, 23 de abril de 2009

A ASSEMBLÉIA DOS RATOS


A ASSEMBLEIA DOS RATOS - Fábula de ESOPO - Fabulista grego do século VI a.C. -

Era uma vez uma colônia de ratos, que viviam com medo de um gato. Resolveram fazer uma assembleia para encontrar um jeito de acabar com aquele transtorno. Muitos planos foram discutidos e abandonados. No fim, um jovem e esperto rato levantou-se e deu uma excelente ideia:

-Vamos pendurar uma sineta no pescoço do gato e assim, sempre que ele estiver por perto ouviremos a sineta tocar e poderemos fugir correndo. Todos os ratos bateram palmas; o problema estava resolvido. Vendo aquilo, um velho rato que tinha permanecido calado, levantou-se de seu canto e disse:

- O plano é inteligente e muito bom. Isto com certeza porá fim à nossas preocupações. Só falta uma coisa: quem vai pendurar a sineta no pescoço do gato?


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Moral da história:

Falar é fácil, fazer é que é difícil.

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Nicéas Romeo Zanchett


O LEÃO APAIXONADO


O LEÃO APAIXONADO - Fábula de ESOPO - Fabulista grego do século VI a.C. -
Certa vez um leão se apaixonou pela filha de um lenhador e foi pedir a mão dela em casamento. O lenhador não ficou muito animado com a ideia de ver a filha com um marido perigoso daqueles e disse ao leão que era uma honra, mas muito obrigado, não queria. O leão se irritou; sentindo o perigo, o homem foi esperto e fingiu que concordava:
- É uma honra, meu senhor, mas que dentões o senhor tem! que garras compridas! qualquer moça ia ficar com medo. Se o senhor quer casar com minha filha, vai ter que arrancar os dentes e cortar as garras.
O leão apaixonado foi correndo fazer o que o lenhador tinha mandado; depois voltou à casa do pai da moça e repetiu seu pedido de casamento. O pai esperto que já não sentia medo daquele leão manso e desarmado, pegou um pau e tocou o leão para fora de casa.
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Moral da história:
Quem perde a cabeça por amor, sempre acaba mal.
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Nicéas Romeo Zanchett
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O HOMEM E O LEÃO



O HOMEM E O LEÃO - Fabula de ESOPO - Fabulista grego do século VI a.C.
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Um homem e um leão discutiam sobre qual deles era o mais forte, e decidiram conferir ali mesmo.
O homem levou o leão até uma sepultura, onde havia uma pintura do defunto matando um leão.
O leão retrucou:
- O que você me mostrou foi pintado por um homem. Se eu fosse pintar, retrataria um leão matando um homem. Não vamos mostrar nada, pois é melhor medirmos nossas forças um contra o outro. Depois de matar o homem, o leão disse:
- Uma prova pintada não é suficiente. Ele agora descobriu que eu era mais forte.
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Moral da história :
Nem sempre é verdade o que está escrito em algum lugar; é necessário provar a verdade com atos. Esopo.
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Nicéas Romeo Zanchett
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O CACHORRO E O CARNEIRO




O CACHORRO E O CARNEIRO - Fábula de ESOPO - Fabulista grego do século VI a.C. -





Um cachorro levou um carneiro ao tribunal, acusando-o de não devolver-lhe um pão que lhe havia emprestado tempos atrás. O carneiro defendeu-se dizendo que nunca pedira pão algum ao cachorro. O cachorro disse então que iria trazer testemunhas. Trouxe um lobo, que testemunhou ter visto como o cachorro emprestara o pão ao carneiro:
- Como diabo você pode negar o que vimos?
E assim o carneiro foi considerado culpado de perjúrio e condenado a devolver o pão ao cachorro. Mas o carneiro não tinha nenhum pão, e assim o tosquiaram, fazendo-o pagar com sua lã a quem nunca lhe emprestara nada.
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Moral da história:
Cuidado com os que contam mentiras sobre um inocente e ainda as "provam" usando perjúrio.
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Nicéas Romeo Zanchett
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O HOMEM E O MACHADO


O HOMEM E O MACHADO - Fábuda de ESOPO - Fabulista grego do século VI a.C. -

Um homem certa vez mandou forjar um machado e foi à floresta pedir às árvores que fornecessem um cabo para ele. As árvores decidiram que a oliveira deveria fornecer-lhe um bom cabo; o homem pegou-o, colocou no machado e começou a derrubar as árvores e cortar seus galhos.

Disse o carvalho às outras árvores:

- Bem feito para nós. Somos culpadas de nosso infortúnio porque ajudamos nosso inimigo a arranjar o cabo. Somos a causa da nossa ruína.

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Moral da história:

Aquele que ajuda seu inimigo causa infortúnio a si próprio, e é por isso que todos pesam cautelosamente o que fazer quando um inimigo pede conselhos ou ajuda. - Esopo.

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Nicéas Romeo Zanchett - artista plástico

O CAMELO QUE DEFECOU NO RIO


O CAMELO QUE DEFECOU NO RIO

Fábula de ESOPO - Fabulista grego do século VI a.C.

Um camelo atravessava um rio de rápida correnteza. Defecou, e viu então seu excremento passar por ele, levado pelas águas ligeiras. E disse: "o que vejo? O que estava atrás de mim ainda agora, eu vejo passando a minha frente!"
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Moral da história:
Isto se aplica a uma cidade ou um país em que os últimos e os imbecis é que dominam em vez dos primeiros e dos sensatos. Esopo.
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Nicéas Romeo Zanchett
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