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segunda-feira, 22 de julho de 2013

O VEADO VAIDOSO E OS LOBOS



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O VEADO VAIDOSO E OS LOBOS 
                Num certo dia de verão, veado foi ao lago beber água. Ele aproveitou que as águas estavam igual a um espelho e ficou admirando a sua própria beleza. Mas não se mostrava nada satisfeito pelo que estava vendo e começou a maldizer-se: 
                 - Os meus chifre são realmente lindos, maravilhosos; mas minhas pernas não combinam nada com minha beleza.  Acho que são grandes e muito finas; realmente, a natureza não foi justa comigo. 
                  Naquele exato momento avistou uma matilha de lobos que vinha em sua direção. Não pensou duas vezes e saiu correndo; os lobos ainda tentaram pegá-lo, mas não conseguiram. 
                  Depois de uma longa corrida, parou   para descansar, e então pensou: 
                  - Acho que a natureza não errou; foi graças às minhas pernas finas que consegui salvar-me; esses lindos galhos da minha cabeça só atrapalharam. Se não fosse pela sabedoria da natureza, teria virado jantar dos lobos. 
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Moral da história: A vaidade pode prejudicar. Nem sempre o mais belo tem maior serventia. 
Nicéas Romeo Zanchett 
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O MACACO E A ONÇA

O MACACO E A ONÇA 
                 A onça é mesmo um animal muito esperto; pode ficar por horas esperando uma presa para dar seu bote mortal. 
                 Houve uma onça que resolveu fingir que estava morta para pegar sua presa com mais facilidade. Ela pensou: 
                 - Vou ficar aqui, bem quietinha, para que todos pensem que estou morta; assim, quando os trouxas se aproximarem, e estiverem bem perto, dou meu bote e terei, então, uma farta refeição.
                 A ideia parecia ótima. Quando os bichos da floresta souberam que a onça havia morrido, foram logo ver e até queriam fazer um velório.
                 Aos poucos, todos foram chegando, e entre eles havia um macaco muito experiente, que perguntou:
                 A dona Onça já espirrou? Todos sabem que as onças espirram antes de morrer. 
                 Ao ouvir essas palavras, a onça soltou um espirro de fazer a terra toda estremecer. Os bichos fugiram todos apavorados. Não ficou ninguém para o enterro. 
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Moral da história: com esperteza demais costuma dar tudo errado.  
Nicéas Romeo Zanchett
LEIA TAMBÉM  >>>>  CONTO E FÁBULAS DO ROMEO

domingo, 13 de janeiro de 2013

O RATO E O REI LEÃO

                                                    O RATO E O REI  LEÃO

 Havia um leão, rei de todos os animais, que depois das suas caçadas costumava dormir à sombra de uma bela árvore. Perto dali estava a toca de um grupo de ratinhos. Eles sempre esperavam o leão dormir e então saiam para brincar entre as folhas caídas pelo chão. 
Um dia, quando o leão estava dormindo, os ratinhos saíram todos despreocupados e começarm suas brincadeiras. De repente o chefe dos ratinhos caiu sobre a cabeça do leão que logo despertou. Apavorado disse-lhe o rato: - desculpe-me majestade, não me devore e prometo que nunca mais brincaremos aqui. 
- Ora! - respondeu-lhe o leão - Imagine se vou comer um mísero rato como você, só como carne de primeira. Você só merece o meu desprezo e, portanto, não vou nem perder meu tempo. 
Vários dias se passaram até que  numa certa noite, extremamente escura, o leão, durante suas andanças pela floresta, caiu numa armadilha de caçadores. Ficou todo amarrado por cordas muito fortes. 

Por mais que se debatesse, não conseguia livrar-se da rede. 
Todos os bichos da floresta fugiram apavorados. Nenhum se atreveu a ver o que estava acontecendo com o leão, muito menos socorrê-lo. 
Perto dali estavam os ratos que ouviram aquele barulhão e, curiosos como são, foram ver o que estava acontecendo. Ao chegarem perto do leão viram que ele já estava muito cansado e esperando pelo pior destino. 
 - Pelo que vejo, disse-lhe então o rato, vossa majestade caiu numa rede de caçadores e não consegue escapar. Mas não precisa se preocupar que tudo farei para libertá-lo. Chamou seus companheiros e ordenou-lhes: - vamos roer depressa as malhas desta rede, antes que os caçadores cheguem! 
Então todos puseram-se a trabalhar febrilmente. Em poucos instantes arrebentaram toda a rede e soltaram o rei dos animais daquela armadilha. 
O leão ficou muito grato e teve uma grande lição de solidariedade.

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Moral da história: 
Nunca  devemos desprezar alguém, por mais humilde que seja. A vida dá muitas voltas e talvez um dia venhamos a precisar exatamente da sua ajuda. 
Nicéas Romeo Zanchett
http://gotasdeculturauniversal.blogspot.com.br
 
 

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

A LIGA DOS ANIMAIS


                      A LIGA DOS ANIMAIS
A onça chamou e reuniu todos os animais da selva e fez uma proposta:
- Que tal se nos uníssemos e fundássemos a LIGA DOS ANIMAIS? Tudo o que caçarmos de hoje em diante será dividido entre todos. Desta forma nunca nos faltará alimento.
Todos aplaudiram a ideia. Afinal, a onça era a melhor caçadora que havia na região. Certamente, pensaram eles, todos nós sairemos lucrando.
No final da tarde a raposa apareceu com um gambá que havia caçado.
Eis aqui a minha contribuição para nossa liga. Vamos dividir em partes iguais.
A onça adiantou-se: 
A primeira parte é minha porque fui eu que dei a ideia e sou a mais velha.
Sem discutir, todos concordaram. Mas ela não parou por ai.
- A segunda parte também é minha porque sou a mais forte e preciso manter-me bem alimentada.
Os animais presentes acharam aquilo esquisito, mas vá lá.
E continuou a onça:
A terceira parte também é minha porque sou a mais valente.
Inconformada com a divisão injusta, a raposa tomou a palavra e disse:
- Calma lá, essa quarta parte é nossa, afinal fui eu que cacei o gambá.
- Ah... e? - disse a onça arreganhando os dentes - pois venham pegá-lo se puderem.
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Moral da história:
Quando alguém propõe igualdade para todos, desconfie. Quem estiver no poder sempre ficará com a maior parcela.
Isso acontece muito na política. Quando querem se eleger prometem tudo e depois esquecem as promessas.
Nicéas Romeo Zanchett
http://gotasdeculturauniversal.blogspot.com.br

A MULA, O VELHO E O MENINO

                           A MULA O VELHO E O MENINO
Um velho e um menino foram vender uma mula na cidade. Iam os dois a pé pela estrada, puxando o animal  pelo cabresto, quando por eles passou uma senhora que achou aquilo um absurdo:
- Essa é boa! um velho dessa idade andando a pé e a mula folgadona sem peso algum.
Percebendo que a senhora estava com razão, o velho resolveu subir no lombo do animal e continuou a viagem .
Mais adiante passou por um jovem que comentou:
Que absurdo! Um homem forte e pesado como o senhor montado na mula e o pequeno garoto andando a pé. 
O velho, pensando melhor, decidiu descer e dar a montaria para o menino. Ele continuou a viagem a pé e o garoto no lombo da mula. 
No caminho encontraram duas mulheres que logo comentaram: 
- Essa mula é muito forte, bem que poderia levar o velho e o menino. 
O velho então resolveu seguir o conselho delas  e subiu na mula junto com o menino. 

Iam andando e deram de encontro com dois padres que, em reprovação, fizeram o sinal da cruz e disseram:
- Esses dois irresponsáveis estão querendo matar a pobre mula. Eles é que deveriam carregá-la.
E assim entraram na cidade.
O velho e o menina carregando a mula. Por onde passavam, todo mundo ria.
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Moral da história:
Quem quer agradar a todos acaba não agradando ninguém.
Nicéas Romeo Zanchett
http://selecaodehistoriasinfantis.blogspot.com.br

A RAPOSA E O QUEIJO

                        A RAPOSA E O QUEIJO
Os corvos sempre tiveram fama de serem péssimos cantores. Ninguém gosta de ouvi-los.
Certo dia, a raposa estava passando embaixo de uma árvore  quando viu lá em cima um corvo empoleirado num galho.  Tinha na boca um grande pedaço de queijo. Logo a esperta raposa teve uma ideia para tomar-lhe o petisco:
- Amigo corvo, sabe que não existe nenhuma outra ave que cante melhor que você? Elas não pedem para você catar por inveja.
O corvo ficou orgulhoso com o elogio. Finalmente alguém reconhecia seu talento de cantor.
E continuou a raposa: 
- Será que daria para você deliciar-me com uma de suas melodias?
Orgulhoso e de peito estufado, o corvo abriu o bico e se pôs a cantar. Nem percebeu que derrubou o queijo perto da raposa que o pegou e saiu correndo para saboreá-lo.
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Moral da história: Não se deve acreditar em elogio de inimigo.
Niicéas Romeo Zanchett
http://asfabulasdepilpay.blogspot.com.br

domingo, 23 de dezembro de 2012

AS DUAS CACHORRAS

                                AS DUAS CACHORRAS
Numa casa havia duas cachorras. Uma falsa e mentirosa, a outra, sincera e de muito bom coração.  Um dia a falsa foi pedir ajuda à amiga e companheira de moradia.
- Comadre, meus filhos estão pra nascer. Será que você me cederia um cantinho da sua casa para que eu possa tê-los em segurança?
Comovida, a pachorra generosa permitiu que a outra se instalasse.
-Como minha casa não é grande, você fica sozinha com ela e eu me ajeito por aí até que seus filhos nasçam.
- Obrigada, minha amiga -agradeceu falsamente comovida  a falsa.
A dona da casa dormiu três dias na rua. No quarto dia, ela voltou.
- Agora que seus filhos nasceram, eu quero minha casa de volta.
-Oh, mas veja como eles estão fraquinhos. Deixe-me ficar mais uma semana.
- Está bem, mas só mais uma semana.
Decorrido o prazo, lá veio outra desculpa esfarrapada:
- Meus filhos ainda estão muito pequenos, dê-me mais um mês. E cada vez que a cachorra boa voltava, a malandra pedia mais tempo até que um dia, quando voltou a pedir que devolvesse sua casa, deu de cara com sete cães enormes que lhe arreganharam os dentes. Eram os filhotes da cachorra má que já haviam crescido.
- Você quer sua casa? Pois venha tomá-la.
E pularam no pescoço da cachorra boa, sangrando-lhe até a morte.
MORAL DA HISTÓRIA
Expulsa o mal da tua casa e da tua vida antes que ele se fortaleça.
Nicéas Romeo Zanchett
http://asfabulasdepilpay.blogspot.com.br
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