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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

DOIS AMIGOS E UM URSO - Adaptação Nicéas


                  Dois amigos andavam pela floresta quando, de repente, apareceu um enorme urso faminto. Um dos amigos correu, subiu imediatamente numa árvore e de lá ficou só olhando o que iria acontecer com seu companheiro de jornada. 
                  O outro, sabedor de que ursos não atacam quem esta morto, deitou-se e ficou quietinho e sem respirar. O urso aproximou-se dele e cheirou-o por todos os lados, principalmente sua cabeça; depois calmamente saiu e desapareceu na floresta. 

                  O amigo medroso, ao perceber que o perigo havia passado, desceu da árvore e foi ter com o fingido que ainda estava deitado. Aproximou-se e lhe perguntou: 
                   - O que foi que o urso estava cochichando no seu ouvido. E este lhe respondeu: 
                   - Ele me disse que nunca se deve andar com falsos amigos que nos abandonam nos momentos mais difíceis.  
.
Moral da história.
O verdadeiro amigo sempre é solidário, principalmente nas horas mais difíceis. 
Nicéas Romeo Zanchett 

18 comentários:

  1. Eu Tambem Issina Aqueles Que Ñ São amigo e Se é amigos São Falsos Amizade Só Com Deus !! Para Os Falsos

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  2. Muito bom e verdade ir os falsos sao pessoas sem coração

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  3. Muito bom agora vou levar na escola pra minha professora

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  4. Muito bom agora vou levar na escola pra minha professora

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  5. muito lindo de facto.
    tou a gozar.
    mau...
    muito mau...

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  6. http://asfabulasdelafontaine.blogspot.pt/2013/08/o-lobinho-sabichao-por-la-fontaine.html DAVID

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  7. http://asfabulasdelafontaine.blogspot.pt/2013/05/o-corvo-que-queria-imitar-aguia-la.html DAVID

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  8. https://asfabulasdeesopo.blogspot.pt/2015/10/dois-amigos-e-um-urso-adaptacao-niceas.html?showComment=1490181218334#c8982947406882255328

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  9. Sentou-se no chão e enrolou-se ao canto de um portal. Sentia cadaara ela. A menina levantou ambas as mãos para a árvore, mas o fósforo apagou-se, e todas as velas de Natal começaram a subir, a subir, e ela percebeu então que eram apenas as estrelas a brilhar no céu. Uma estrela maior do que as outras desceu em direcção à terra, deixando atrás de si um comprido rasto de luz.

    «Foi alguém que morreu», pensou para consigo a menina; porque a avó, a única pessoa que tinha sido boa para ela, mas que já não era viva, dizia-lhe muita vez: «Quando vires uma estrela cadente, é uma alma que vai a caminho do céu.»

    Esfregou ainda mais outro fósforo na parede: fez-se uma grande luz, e no meio apareceu a avó, de pé, com uma expressão muito suave, cheia de felicidade!

    — Avó! — gritou a menina — leva-me contigo! Quando este fósforo se apagar, eu sei que já não estarás aqui. Vais desaparecer como o fogão de sala, como o ganso assado, e como a árvore de Natal, tão linda.

    Riscou imediatamente o punhado de fósforos que restava daquele maço, porque queria que a avó continuasse junto dela, e os fósforos espalharam em redor uma luz tão brilhante como se fosse dia. Nunca a avó lhe parecera tão alta nem tão bonita. Tomou a neta nos braços, e soltando os pés da terra, no meio daquele resplendor, voaram ambas tão alto, tão alto, que já não podiam sentir frio, nem fome, nem desgostos, porque tinham chegado ao reino de Deus.

    Mas ali, naquele canto, junto do portal, quando rompeu a manhã gelada, estava caída uma rapariguinha, com as faces roxas, um sorriso nos lábios… morta de frio, na última noite do ano. O dia de Ano Novo nasceu, indiferente ao pequenino cadáver, que ainda tinha no regaço um punhado de fósforos. — Coitadinha, parece que tentou aquecer-se! — exclamou alguém. Mas nunca ninguém soube quantas coisas lindas a menina viu à luz dos fósforos, nem o brilho com que entrou, na companhia da avó, no Ano Novo.





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    * * *
    Só um coração de criança é capaz de transformar em beleza uma realidade cinzenta e triste. Concordas?
    Aqueles que não sabem sonhar não aceitam a existência de um mundo maravilhoso para lá dos conflitos e das privações. E tu, sabes sonhar?



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Nicéas Romeo Zanchett