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sábado, 29 de setembro de 2012

A CIGARRA QUE QUERIA TRABALHAR

                                           A CIGARRA QUE QUERIA TRABALHAR
                     Ela cresceu ouvindo dizer que sua mãe era preguiçosa porque passava os dias cantando, sem se preocupar com o futuro. Ao chegar à adolescência resolveu que sua vida seria diferente, pois, tal como a formiga, iria trabalhar.
                      Foi até o formigueiro falar com a rainha das formigas para pedir orientação. Lá chegando foi muito bem recebida pela rainha que lhe perguntou por que tanta preocupação. Ela então explicou que queria arranjar um bom trabalho que lhe garantisse um futuro confortável. 
                     A rainha então lhe perguntou: 
                     - Mas você não sabe cantar?
                     - Sei sim, respondeu-lhe a cigarra, dizem até que minha voz é muito linda. Mas tenho medo de, no futuro, não ter alimentos e um bom abrigo para as noites de frio. 
                      Disse-lhe então a rainha:
                      - Antes de morrer, sua mãe alegrava nossas tardes de verão cantando sem parar. Como sabe, estamos sempre trabalhando. As canções de sua mãe eram tão lindas que conseguiam aliviar nosso cansaço. Depois que ela nos deixou naquele inverno frio, a floresta ficou muito triste. Precisamos que alguém a substitua. Como sua mãe, você também nasceu para cantar.  Façamos o seguinte: venha cantar aqui perto do nosso formigueiro e nos lhe daremos abrigo e comida. Seu canto também é um trabalho tão digno quanto o nosso. 

E assim a cigarra, muito feliz e realizada, passou a cantar enquanto as formiguinhas faziam seu trabalho na agricultura. 
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Moral da história: Todo o trabalho é digno. O importante é fazer o que se gosta. Assim sendo, o trabalho se transforma num grande prazer.
Nicéas Romeo Zanchett

4 comentários:

  1. Muito interessante! É um contra-ponto à história de La Fotaine.

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  2. Uma forma muito inteligente de explicar que todas as profissões são dignas. Parabéns!

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  3. Muito bom ������

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Nicéas Romeo Zanchett